Fiscal tributário é declarado vacante após morte em Campo Grande por ex-prefeito

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) de Mato Grosso do Sul anunciou, por meio do Diário Oficial Eletrônico (DOE), a vacância do cargo de fiscal tributário, em decorrência da morte de Roberto Carlos Mazzini. O falecimento ocorreu no dia 24 de março, e a declaração foi assinada pelo secretário Flávio César Mendes de Oliveira.

Roberto Carlos Mazzini era parte do quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul e sua morte foi atribuída a uma ação do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. O incidente ocorreu em uma mansão Localizada na Rua Antônio Maria Coelho, número 3242, no Bairro Jardim dos Estados, que acumulava dívidas de IPTU que ultrapassavam R$345 mil.

A mansão, com 680 metros quadrados, estava em disputa judicial após ser tomada pela Caixa e leiloada. Mazzini esperava receber cerca de R$850 mil de Bernal, referentes a aluguéis retroativos de R$24,1 mil mensais, desde abril de 2023. O IPTU da propriedade é de R$344.923,14.

Antes de sua morte, Mazzini chegou à mansão acompanhado por um chaveiro, identificado como Maurílio da Silva, por volta das 13h. A situação culminou em um crime que foi registrado por câmeras de segurança do local, mostrando Bernal chegando armado e efetuando disparos contra Mazzini.

Inicialmente, o caso foi reportado como uma recusa de Bernal em devolver o imóvel, que havia sido ofertado por R$3,7 milhões em um leilão sem interessados. Mazzini, então, comprou a propriedade por R$2,4 milhões. No dia do crime, Bernal alegou ter agido em legítima defesa e afirmou não ter conhecimento sobre a morte do fiscal tributário.

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