Governo de MS aprova licitações para superpoços em Dourados

O Governo de Mato Grosso do Sul homologou os processos licitatórios para a construção de dois superpoços que farão parte do novo sistema de abastecimento de água da Reserva Indígena de Dourados. A homologação foi divulgada na edição do Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, dia 25. As obras contemplam a perfuração de um poço profundo na Aldeia Bororó e outro na Aldeia Jaguapiru, marcando a etapa inicial de um projeto que busca resolver um problema histórico de escassez de água enfrentado pela população indígena local.

Os processos licitatórios foram conduzidos pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e foram realizados por meio de concorrência eletrônica. A vencedora em ambas as licitações foi a EBS Empresa Brasileira de Saneamento Ltda, com sede em Joinville, Santa Catarina. Para cada uma das obras, foi homologado o valor de R$ 4.492.322,53, totalizando R$ 8.984.645,06 em investimentos na fase inicial do projeto.

Os poços que serão perfurados terão a capacidade necessária para suprir a futura rede de abastecimento que será implementada nas aldeias. O projeto, elaborado pela Sanesul e executado pela Agesul, prevê a instalação de conjuntos de motobombas submersas de alta capacidade, assegurando uma vazão adequada para atender à população da reserva. Além da perfuração dos poços, o plano inclui etapas adicionais, como a instalação de sistemas de cloração, a construção de reservatórios com capacidade de até 500 mil litros e a implantação de mais de 184 quilômetros de rede de distribuição de água, além de aproximadamente 5,9 mil ligações domiciliares.

O investimento total estimado para a implementação completa do sistema de abastecimento é de cerca de R$ 50,7 milhões. A estrutura foi projetada para atender aproximadamente 29,4 mil habitantes, considerando a projeção populacional da Reserva Indígena de Dourados para o ano de 2033. As comunidades das aldeias Jaguapiru e Bororó aguardam com expectativa a conclusão do sistema, que é fundamental para resolver as constantes dificuldades de acesso à água potável.

Atualmente, muitos moradores dependem de caminhões-pipa para atender necessidades básicas, como higiene e consumo. A irregularidade no abastecimento também impacta a saúde pública na região. Durante recentes surtos de chikungunya, foi constatado que muitos focos do mosquito Aedes aegypti estavam associados ao armazenamento inadequado de água em recipientes e caixas d’água, uma situação que se agrava pela insuficiência no fornecimento de água.

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