Grafiteiro realiza pintura ao vivo em Itahum e envolve comunidade no processo

A Escola Municipal José Eduardo Canuto Estolano, localizada em Itahum, distrito de Dourados, será o palco de um projeto artístico a partir desta quinta-feira (17). O grafiteiro Marcelo "Big" iniciará a pintura de um mural, que poderá ser acompanhada ao vivo pelo público durante quatro dias, até o próximo domingo (20). A atividade ocorrerá das 9h às 17h, com entrada gratuita para todos os interessados.

Essa ação faz parte do projeto Circuito Urbano: Arte nos Territórios de Dourados, que visa a criação de cinco murais em diferentes regiões do município. A proposta é que os moradores, estudantes e visitantes não apenas vejam o mural pronto, mas também participem do processo criativo, observando desde os primeiros traços até a finalização da obra, além de interagir com o artista.

Marcelo, conhecido como Big, é Natural de Dourados e cresceu na Vila Cachoeirinha, onde teve contato com a pintura desde a infância, influenciado por seu pai, que atuava como pintor. Em sua trajetória artística, Big encontrou no hip-hop a inspiração para transformar sua relação com a pintura em arte urbana. Ele destaca a importância de realizar o projeto em Itahum, buscando levar a arte para a comunidade que, muitas vezes, não tem acesso a esse tipo de programação.

"O graffiti nasceu na rua e é muito importante quando ele consegue chegar às pessoas dessa forma, sem distância. A comunidade vai poder acompanhar o mural acontecendo, ver cada etapa e fazer parte desse momento. Para mim é muito especial abrir o Circuito e poder deixar uma obra em Itahum, que continue ali depois e faça parte da história daquele lugar", afirma o artista.

O município de Dourados foi escolhido para dar início a essa programação com o objetivo de descentralizar as atividades culturais, levando-as para além da área central. Após o mural em Itahum, outras quatro obras estão previstas para serem realizadas em diferentes pontos da cidade. Nathalya Botelho Escobar, produtora executiva do projeto, destaca que a intenção é envolver os moradores na criação, promovendo um sentimento de pertencimento.

"Estamos com uma expectativa muito positiva porque não queremos apenas levar uma pintura pronta para esses lugares. Queremos que a comunidade acompanhe, converse, veja o artista trabalhando e se reconheça nesse processo. Começar por Itahum também reforça a escolha do projeto pela descentralização. Ao final do Circuito, teremos obras espalhadas por diferentes territórios de Dourados, deixando um legado artístico permanente para o município e para as próprias comunidades", explica Nathalya.

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