Novo sistema de monitoramento de velocidade é implantado na BR-163 em MS

Um novo sistema de monitoramento de velocidade média será testado na BR-163, em Mato Grosso do Sul, com a autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O projeto-piloto, que terá caráter experimental, abrange um trecho de 11 quilômetros da rodovia, situado entre os km 620 e 630, na região de São Gabriel do Oeste. A formalização da autorização ocorreu através da Decisão SUROD nº 1.338, publicada no Diário Oficial da União em 11 de setembro de 2026.

Realizado pela Concessionária de Rodovia Sul-mato-grossense S.A., atualmente operando sob a marca Motiva Pantanal, o experimento terá a duração inicial de 180 dias, contados a partir da instalação dos equipamentos para monitoramento. A SUROD (Superintendência de Infraestrutura Rodoviária) poderá, no entanto, prorrogar o prazo ou encerrar o experimento antes do previsto, com base em fatores técnicos ou de interesse público.

Importante destacar que, durante a fase de testes, o sistema não terá a função de aplicar multas ou penalidades com base na velocidade média registrada. O objetivo principal do experimento é técnico e educativo, com a finalidade de avaliar a confiabilidade e a aplicabilidade da tecnologia de monitoramento de velocidade média. O sistema se diferencia do radar tradicional, que mede a velocidade de um veículo em um único ponto, ao calcular a velocidade média com base no tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre dois pontos de monitoramento.

No funcionamento do sistema, um primeiro equipamento registra a passagem do veículo em um ponto, enquanto um segundo registra a passagem em um local adiante. A partir da distância entre esses dois pontos e do intervalo de tempo, a velocidade média é calculada. Por exemplo, em um trecho com limite de 60 km/h, o motorista precisa percorrer a distância estabelecida dentro desse limite de velocidade.

Embora o sistema tenha a capacidade de identificar se um veículo ultrapassou a velocidade média permitida, a ANTT enfatizou que, neste momento, a aferição não poderá resultar em autuações ou penalidades. A utilização futura dessa tecnologia para fins de fiscalização e aplicação de multas dependerá das avaliações e resultados obtidos durante o período de testes. Assim, a implementação do sistema na BR-163/MS representa uma fase de avaliação e aprendizado sobre seu funcionamento, antes de qualquer possível adoção definitiva para fiscalização.

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