Heitor de Lima Barbosa, com apenas 15 anos, já se estabelece como um talento promissor no cenário musical, compartilhando o palco com O Bando do Velho Jack, um grupo que possui 30 anos de história, o que representa o dobro de sua idade. Desde pequeno, Heitor teve acesso à música, sendo filho de pais músicos. Sua jornada começou dentro de casa, onde cresceu cercado por instrumentos, ensaios e apresentações. "Sempre tive muito contato. Comecei na igreja, vendo os bateristas tocarem e eles me chamavam, me colocavam ali no meio", relata o jovem.
Conforme seu pai, Paulo Dias Barbosa, o talento de Heitor se manifestou ainda na infância, antes mesmo de ele conseguir articular palavras corretamente. A primeira bateria foi um presente do bisavô, recebida quando Heitor tinha apenas três anos e meio. "Ele já marcava o tempo, brincava de tocar no ar. A música sempre esteve muito presente", recorda Paulo. Apesar de ter talento desde cedo, Heitor construiu seu caminho com muito esforço. Aulas de bateria começaram aos 8 anos, mas antes disso, ele já se dedicava a aprender de forma autônoma, assistindo a vídeos e treinando em casa.
Atualmente, a rotina do jovem baterista é intensa. Ele afirma: "Eu estudo o tempo todo. Às vezes estou só com as mãos na perna, mas estou treinando. Todo lugar vira prática". A entrada de Heitor no universo profissional ocorreu de maneira inesperada. No início, recebeu convites para tocar duas ou três músicas em shows, até que as oportunidades foram se ampliando, permitindo que ele se apresentasse ao lado de artistas como Gabriel Noah e Kefla. "Foi tudo muito de repente. Quando vi, já estavam me chamando para tocar", relembra.
O suporte familiar tem sido fundamental em sua trajetória. Os pais acompanham de perto os ensaios, viagens e decisões, sempre buscando equilibrar incentivo e cobrança. "A gente incentiva, mas também cobra dedicação. Só gostar não basta, tem que estudar", destaca Paulo. Entre os momentos mais significativos de sua breve carreira estão as participações com O Bando do Velho Jack. A aproximação com o grupo se deu por meio da indicação de um músico, e o convite chegou de maneira surpreendente. "Acordei e vi a mensagem. Quando entendi, comecei a gritar de alegria em casa. É uma honra poder tocar com eles porque, desde pequeno, sempre acompanhei meu pai e ele me ensinou a ouvir. Então, para mim, é um prazer muito, muito grande", afirma Heitor.
Essa experiência também é de grande importância para sua família. Paulo lembra que, na gravação de um DVD que comemorou os 15 anos de carreira do grupo, Heitor era apenas um bebê de quatro meses e já estava presente na apresentação com os pais. "Agora, com 30 anos de banda, ele está tocando com eles. É emocionante", ressalta. Apesar da pouca idade, Heitor demonstra tranquilidade no palco e tem certeza de que deseja seguir na música, transformando seu talento em uma carreira sólida. "Sempre dá aquele frio na barriga, mas é o que eu mais gosto de fazer. Ali é o meu lugar, não tem jeito", conclui.






