Homem é condenado a 14 anos por assassinato de cigarreiro em Campo Grande

Endrel Sixtro Ferreira, de 23 anos, foi condenado a 14 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por assassinar o cigarreiro Ezequiel Euzebio Olegário Marques, de 32 anos, em Campo Grande. O julgamento ocorreu na quinta-feira (30), mais de um ano após o crime, que foi registrado por câmeras de segurança no Jardim Monte Alegre.

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apontou que Endrel atraiu Ezequiel para uma falsa tentativa de reconciliação e o matou a tiros enquanto o mesmo dirigia. O encontro foi marcado na Rua Pentecoste, onde, após uma breve conversa, não houve acordo entre os dois. Endrel saiu do veículo, sacou uma pistola e disparou várias vezes contra a vítima, fugindo em seguida.

A acusação alegou que o homicídio ocorreu com recurso que dificultou a defesa de Ezequiel, que acreditava estar em uma conversa pacífica. Além disso, o MPMS sustentou que o crime foi qualificado pelo uso de um meio que resultou em perigo comum, uma vez que os disparos foram feitos em via pública, colocando outras pessoas em risco.

Endrel também foi condenado pelo porte ilegal de arma de fogo. Durante a investigação, ficou comprovado que ele adquiriu a pistola antes do crime e, após o assassinato, entregou a arma a pessoas não identificadas para se desfazer do armamento. Ele foi preso no dia seguinte ao homicídio e confessou o crime à Polícia Civil, alegando que a motivação estava relacionada ao tráfico de drogas, uma vez que Ezequiel havia desaparecido com cerca de 80 quilos de pasta-base de cocaína.

Mensagens de áudio enviadas por Endrel a um conhecido foram encontradas durante a investigação. Nas gravações, ele mencionou acreditar que uma árvore na frente do local do crime poderia ocultar sua fuga das câmeras de monitoramento, afirmando: "Eu pensei que a árvore ia tampar". As imagens mostram o momento em que Endrel desce do carro, se afasta para uma residência e, ao retornar, efetua os disparos contra Ezequiel, que morreu ainda dentro do veículo.

Ezequiel era membro da chamada "Máfia dos Cigarreiros", um grupo investigado em uma operação deflagrada em 2018, que apurou um esquema de contrabando de cigarros com a participação de policiais militares. Ele já tinha condenações na Justiça Federal por descaminho e contrabando, além de antecedentes por transporte de cargas ilegais de cigarros em Mato Grosso do Sul.

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