A senadora Tereza Cristina, do Partido Progressista (PP) do Mato Grosso do Sul, revelou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou o convite para compor a chapa como candidata a vice-presidente ao lado de Flávio Bolsonaro, do PL. Contudo, essa decisão está condicionada à aprovação da Federação União Progressista, que reúne o PP e o União Brasil, além da validação formal do PP em convenção partidária.
Após o sinal positivo da senadora, Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, iniciou um levantamento junto aos diretórios estaduais para avaliar o apoio à aliança proposta. Até o presente momento, a orientação predominante dentro da federação era de manter uma postura neutra na corrida presidencial, visando preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas para os governos estaduais e para o Congresso Nacional.
Apesar das movimentações, membros da alta cúpula do PP consideram que a formação de uma coligação com o PL enfrenta desafios. Tereza Cristina é vista como a escolha preferida por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que acredita que sua inclusão na chapa pode fortalecer a candidatura de Flávio, especialmente devido à sua ligação com o agronegócio e à possibilidade de atrair a Federação União Progressista para a aliança.
Recentemente, a senadora foi pressionada por dirigentes do PL e representantes do setor empresarial e do agronegócio a aceitar o convite. De acordo com um dirigente do União Brasil que preferiu não ser identificado, houve uma conversa com Tereza Cristina, na qual ela demonstrou estar mais receptiva à ideia.
Tereza Cristina, que discutiu a proposta com Valdemar há alguns dias, havia mostrado resistência em aceitar o cargo, manifestando anteriormente uma preferência por continuar no Senado e almejar a presidência da Casa em 2027. Valdemar havia enfatizado que essa era uma das principais razões para a senadora hesitar em assumir a posição de vice.






