Homem é morto com mais de 20 tiros em Ponta Porã, MS

Wagner Cantalupi Batista, de 41 anos, foi executado com mais de 20 disparos na tarde desta quarta-feira (8) em Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai. O crime ocorreu em uma área central e mobilizou equipes de segurança, gerando apreensão entre comerciantes e moradores da região. Wagner dirigia um Fiat Siena preto na Rua Sete de Setembro quando foi surpreendido por dois homens em um veículo branco, que dispararam múltiplos tiros de pistola calibre 9 milímetros contra ele. Após a ação, os assassinos fugiram rapidamente e ainda não foram localizados. A vítima não sobreviveu e faleceu no local, antes da chegada dos serviços de emergência. A violência do ato chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local, com dezenas de disparos sendo ouvidos à distância.

Equipes da Polícia Militar isolaram a área para preservar a cena do crime, enquanto a Polícia Civil deu início a investigações sobre o caso. A Perícia Criminal foi acionada para realizar os procedimentos técnicos que podem auxiliar na identificação da dinâmica do homicídio e na busca pelos autores. As circunstâncias que cercam o assassinato ainda estão sendo apuradas. Até o momento, não foi divulgada oficialmente a motivação do crime, mas a principal linha de investigação considera o histórico criminal de Wagner e possíveis desdobramentos relacionados à atuação de organizações criminosas na região de fronteira.

Wagner Cantalupi Batista tinha uma longa ficha policial. Em janeiro de 2022, ele foi preso por agentes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) em frente à Câmara Municipal de Ponta Porã, durante o cumprimento de um mandado judicial. Após a detenção, ele foi transferido para Minas Gerais, onde cumpriu pena por tráfico de drogas. Naquele período, as investigações indicaram que Wagner fazia parte de uma organização criminosa ativa na faixa de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. Seu nome se tornou um dos mais conhecidos na história recente da região.

Além disso, o histórico familiar de Wagner também é marcado pela violência. Em 2004, Valdir da Silva Batista, conhecido como Valdirzão, foi assassinado com um disparo de espingarda calibre 12 enquanto jantava em sua fazenda, localizada em Cerro Corá, no Paraguai. Na ocasião, apenas uma funcionária estava presente, e o homicídio nunca foi esclarecido pelas autoridades paraguaias.

A Polícia Civil segue trabalhando para identificar os autores do assassinato de Wagner e esclarecer a motivação do crime. Imagens de câmeras de segurança na área poderão auxiliar na reconstituição da fuga dos atiradores e na identificação do trajeto percorrido pelo veículo utilizado na ação. O caso evidencia o cenário de violência que persiste na faixa de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, onde disputas entre organizações criminosas e o tráfico internacional de drogas frequentemente resultam em execuções com características de acerto de contas. Novas informações devem ser divulgadas à medida que as investigações avançam.

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