Homens Brasileiros Adoecem e Morrem Mais Cedo: Descuido e Falta de Prevenção Agravam a Situação

No Brasil, a expectativa de vida masculina permanece significativamente menor do que a feminina. Dados do IBGE revelam que homens vivem, em média, 73,1 anos, enquanto mulheres alcançam 79,7 anos. Essa disparidade persiste apesar dos avanços tecnológicos na medicina.

A mortalidade masculina entre 20 e 24 anos é alarmantemente alta, superando em 4,1 vezes a taxa feminina. Além da violência, doenças cardiovasculares, cânceres e outras condições crônicas afetam os homens mais cedo e de forma mais agressiva.

Um levantamento de 2022 indicou que a maioria dos homens brasileiros busca atendimento médico apenas quando os sintomas se tornam insuportáveis, evidenciando uma cultura de reação tardia aos problemas de saúde.

Uma pesquisa com homens de 20 a 45 anos revelou que, embora se declarem preocupados com a saúde, uma parcela considerável desconhece informações básicas, como a relação entre o HPV e o câncer.

Especialistas defendem que as campanhas de conscientização não devem se restringir ao câncer de próstata, mas abordar a saúde masculina de forma abrangente e contínua, desde a infância.

A prevenção deve começar cedo, com vacinação, exames regulares, acompanhamento do desenvolvimento e diálogo aberto sobre saúde. A atenção à saúde do coração é crucial, com monitoramento da pressão arterial, colesterol e glicemia, além do manejo do estresse e distúrbios do sono.

Após os 40 anos, check-ups devem incluir avaliação da próstata, com exame de sangue (PSA) e, quando necessário, toque retal. Para homens com sinais de declínio hormonal, o acompanhamento da andropausa, com avaliações metabólicas e hormonais, é importante para melhorar a qualidade de vida.

A partir dos 45 anos, a atenção ao câncer de próstata deve ser redobrada, sendo o tumor mais incidente em homens no Brasil. Exames genéticos podem identificar riscos hereditários e personalizar o cuidado.

A imunização é outro aspecto fundamental, com vacinas que protegem contra HPV, herpes-zóster, tétano e gripe. Apesar da disponibilidade de tecnologia e recursos, a falta de adesão aos cuidados preventivos continua sendo o principal obstáculo para a saúde masculina no Brasil.

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