Embora as imagens das câmeras de segurança estejam disponíveis em tempo real, mais de 48 horas após o assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, elas ainda não foram juntadas ao processo. A defesa de Bernal espera que essas imagens comprovem que ele agiu em legítima defesa. O advogado Ovaldo Mezza afirmou que as imagens ainda não haviam sido juntadas ao processo e não havia sido protocolado o habeas corpus para tentar tirar o ex-prefeito da prisão.
As imagens, se realmente existem, podem esclarecer um ponto-chave da investigação. É que o chaveio que acompanhava o fiscal tributário garante que no momento em que entrou na casa, Bernal fez apenas um disparo. Garantiu, ainda, que depois deste disparo conseguiu se esquivar do ex-prefeito e correr até acreditar que estivesse seguro. Mas, a vítima morreu atingida por dois disparos.
O ex-prefeito diz que fez os dois disparos assim que entrou no imóvel, pois se sentiu ameaçado pelos dois homens que tentavam arrombar a porta da sua casa. Agora, porém, os investigadores querem saber se o depoimento do chaveiro ou o de Bernal está correto. A informação é fundamental porque existe a suspeita de que Bernal tenha feito o segundo disparo depois que o fiscal já estava imobilizado e depois que já não existia mais a possibilidade de agressão por parte do chaveiro ou do próprio fiscal, que caiu assim que foi atingido, conforme depoimento do chaveiro.
O relatório policial afirma que o chaveiro 'afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência.'






