Impacto das mudanças climáticas na saúde da pele e cuidados diários necessários

As transformações ambientais das últimas décadas impactam não apenas o planeta, mas também o corpo humano. A pele, sendo o maior órgão do corpo e a primeira linha de contato com o ambiente, reflete essas mudanças, exigindo cuidados voltados à proteção e equilíbrio. Dermatologistas notaram um aumento em crises de eczema e dermatite, possivelmente devido à exposição à fumaça de incêndios florestais.

Fenômenos como inundações e aumento da temperatura contribuem para alergias, lesões, infecções e acne. O Dr. Raul Cartagena Rossi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que altas temperaturas, radiação UV intensificada e poluição atmosférica provocam desequilíbrios que afetam a saúde da pele. Esse contexto gera uma pele mais sensível e sinais de envelhecimento precoce, atribuídos a partículas poluentes.

Eventos extremos, como ondas de calor e longos períodos de seca, podem causar ressecamento, enquanto em regiões úmidas, a oleosidade excessiva e acne são frequentes. A intensificação da radiação UV também agrava o fotoenvelhecimento e aumenta o risco de câncer de pele. Diante dessas mudanças, o conceito de skincare adaptativo se torna relevante, com produtos que se ajustam às variações ambientais.

O Dr. Raul recomenda a inclusão de ativos antipoluição, como a isoquercetina e a niacinamida, além de antioxidantes como a vitamina C e proteção solar, que é essencial mesmo em dias nublados, para prevenir o fotoenvelhecimento e o câncer de pele.

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