Impasse entre planejamento e preservação histórica em Campo Grande

O leilão do Cine Campo Grande finalizou-se recentemente, revelando a disputa entre planejamento e preservação do patrimônio histórico em Campo Grande. O caso exemplifica a tensão entre memória coletiva, políticas públicas e planejamento institucional em relação ao futuro do audiovisual em Mato Grosso do Sul.

O espaço foi arrematado com um único lance de R$ 4.944.755,22, valor mínimo estipulado para o imóvel. A decisão de levar o prédio a leilão ocorreu após a Prefeitura Municipal de Campo Grande não aprovar o projeto de reestruturação do espaço, apontando como um dos principais entraves a ausência de estacionamento subterrâneo.

No entanto, artistas, cineastas e especialistas questionam o argumento, destacando que cinemas de rua historicamente funcionam em áreas centrais e não dependem desse tipo de estrutura. Um exemplo disso é o Cinema São Luiz, que, com 74 anos de história, tornou-se um dos mais emblemáticos cinemas de Recife e um dos últimos cinemas de rua do Brasil.

O Cine Campo Grande foi inaugurado na década de 1980 e administrado pela Cinematográfica Araújo. Localizado em uma área estratégica, oferecia fácil acesso à população e atraía públicos diversos. Com ingressos acessíveis e programação popular, o espaço se consolidou como uma alternativa democrática de lazer.

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