Na manhã de sexta-feira (3), a comunidade indígena de Dourados se reuniu para prestar homenagens a Daiane Garcia, de 39 anos, que faleceu após ser atropelada por um caminhão baú no anel viário da cidade. O velório foi realizado no local do acidente, nas proximidades de uma marmoraria, onde o caixão foi posicionado sobre a pista, interrompendo temporariamente o tráfego como forma de protesto pela falta de sinalização e iluminação na via.
Imagens registradas durante a cerimônia mostram o caixão centralizado na rodovia, cercado por indígenas e pessoas próximas à vítima, que se uniram para dar as últimas despedidas e exigir mais segurança para quem atravessa o trecho diariamente. O ato de reivindicação visava chamar a atenção para as condições perigosas da via, que já se tornaram motivo de preocupação para a comunidade local.
Após algum tempo, o caixão foi retirado do local e o trânsito foi liberado. Em seguida, o cortejo seguiu para a reserva indígena, onde o velório continuou, reunindo familiares e membros da comunidade em um momento de luto e solidariedade.
Daiane Garcia perdeu a vida na noite de quarta-feira (1), quando tentava atravessar o anel viário utilizando uma bicicleta. O acidente ocorreu quando ela foi atingida pelo caminhão baú, resultando em sua morte no local, o que gerou consternação entre seus familiares e amigos, além de acirrar a discussão sobre a segurança nas estradas que cortam a região.






