Indígenas reclamam de ambulâncias em falta no epicentro da Chikungunya em MS

Com aproximadamente 85 mil indígenas no Mato Grosso do Sul, o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) está sendo fechado em protesto. A reserva de Dourados já registrou todas as mortes por Chikungunya até o momento, e a população denuncia a falta de ambulâncias, essenciais para atendimentos de hemodiálise e exames.

O coordenador do Conselho Terena, Cacique Célio Fialho, destacou que a ausência das viaturas é sentida desde a paralisação dos serviços no dia 11. Ele enfatizou a importância das ambulâncias para o transporte de pacientes e equipes nas aldeias. No dia 13, a Cunha Locação Serviços e Transportes se manifestou, alegando que a interrupção dos serviços não é culpa da empresa, mas sim dos atrasos nos pagamentos por parte do DSEI-MS.

A empresa informou que os atrasos ocorrem há cerca de dois anos, com uma média de 90 dias para a quitação das faturas. Apesar disso, a Cunha continuou a operar, mantendo a locação de 64 veículos que necessitam de manutenção devido ao uso em vias não pavimentadas. Em nota, a empresa ressaltou sua história de diálogo com as comunidades e afirmou que os problemas operacionais são resultado de dificuldades financeiras impostas pelo órgão federal.

Recentemente, uma série de negociações foi realizada para estabelecer um prazo de regularização do serviço, com a Cunha se comprometendo a desbloquear as viaturas. Essa normalização deveria ocorrer até a última sexta-feira, o que levou os indígenas a se concentrarem na sede do DSEI-MS, situada na rua Alexandre Fleming, 2007, na Vila Bandeirante.

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