Investidores denunciam fintech por suposto esquema de pirâmide em Dourados

Um GRUPO de investidores Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, protocolou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, solicitando a abertura de uma investigação criminal contra a fintech GRUPO ICA. Os denunciantes alegam que a empresa não honrou com os pagamentos de um investimento de R$ 750 mil, prometendo uma rentabilidade fixa mensal entre 2,25% e 2,75% e a devolução integral do valor após 12 meses. De acordo com os relatos, uma das vítimas não conseguiu resgatar o investimento, enquanto outra parou de receber os rendimentos desde abril.

Os investidores, preocupados com a gravidade da situação, buscaram a justiça para tentar recuperar os valores aplicados. Durante a preparação do processo, descobriram indícios que sugerem que a situação envolve não apenas questões contratuais, mas também práticas ilegais. A advogada Marília Bachi Comerlato Paschoalick, que representa as vítimas, afirma que os documentos anexados ao Boletim de Ocorrência indicam a possível ocorrência de estelionato e crimes contra o sistema financeiro. Para ela, a combinação de promessas de rendimento fixo acima do normal, a falta de registro no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a teia de pessoas jurídicas envolvidas são elementos que reforçam essa SUSPEITA.

A denúncia aponta um padrão de atuação do GRUPO ICA, que inclui a promessa de rentabilidade fixa e a aparência de regularidade financeira, apesar da ausência de autorização para operar como instituição financeira. Além disso, a advogada destaca a multiplicidade de vítimas e a recompensa por captação de novos investidores como características do MODUS OPERANDI da empresa.

Em resposta às acusações, o GRUPO ICA informou que está passando por um processo de reorganização societária, operacional e regulatória, que estaria afetando os pagamentos aos investidores. O GRUPO alega que essa reestruturação está ligada a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e que a normalização dos fluxos financeiros está em andamento. Embora tenha afirmado que não há descontinuidade nas operações, a empresa não forneceu um prazo definido para a regularização dos pagamentos.

As investigações podem revelar a extensão do problema, com a possibilidade de milhares de vítimas em outros estados brasileiros. Os investidores esperam que a Polícia Civil e o Ministério Público atuem para esclarecer a situação e responsabilizar os envolvidos.

A continuidade do caso dependerá das apurações realizadas pela Delegacia de Polícia e do acompanhamento das ações judiciais que já foram iniciadas por aqueles que se sentem lesados. O Poder Judiciário e as instituições financeiras competentes também estão em alerta para os desdobramentos dessa situação, que pode impactar o mercado financeiro nacional.

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