A investigação sobre o assassinato de Vitor Orsini, de 19 anos, trouxe à tona detalhes que desmentem rumores sobre a origem do autor do crime. Denis Barbosa de Melo, de 25 anos, foi apontado como o responsável pelos disparos, mas a Polícia Civil esclareceu que ele não era um pistoleiro profissional e não se deslocou de Brasília (DF) especificamente para cometer a execução. O delegado Lucas Albé, do Setor de Investigações Gerais (SIG), apresentou essas informações em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (26).
O assassinato de Vitor ocorreu em 7 de agosto, e desde então, informações circulavam sobre a suposta contratação de um pistoleiro de Brasília para a execução. No entanto, o delegado Albé afirmou que Denis já estava na região há cerca de três ou quatro meses antes do crime. "Ele não veio de Brasília para cometer esse crime. Ele tinha vindo com esse movimento na prática do tráfico de drogas", explicou o delegado, ressaltando que Denis estava envolvido em atividades criminosas relacionadas ao transporte de entorpecentes para grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.
A investigação revelou que a participação de Denis na execução de Vitor foi motivada por uma dívida contraída com indivíduos da região e pelo recebimento de um pagamento para participar do ato. A dinâmica do crime indica que a execução foi planejada localmente, com a colaboração de várias pessoas que se responsabilizaram pela contratação, transporte e suporte logístico dos envolvidos.
Informações adicionais apontam que, além de Denis, outras duas pessoas, Jeferson Lopes, de 31 anos, e Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos, são consideradas foragidas e teriam sido responsáveis por trazer os executores de Ponta Porã para Dourados utilizando uma BMW. Um adolescente também teria participado, fornecendo uma motocicleta furtada e guiando os envolvidos até a garagem onde Vitor foi assassinado.
As evidências coletadas durante a investigação afastam a narrativa de que um pistoleiro profissional foi enviado de Brasília para a execução de Vitor. A Polícia Civil continua a apuração, realizando perícias em aparelhos celulares e analisando documentos apreendidos, e não descarta a possibilidade de identificar novos envolvidos ou mandantes no caso.





