A Kinea (Itaú) intensificou a compra de ações da LWSA (antiga Locaweb), elevando sua participação para mais de 10% do capital da empresa, um aumento considerável em relação aos 5% registrados há pouco mais de um mês. Essa movimentação transformou a gestora de recursos no terceiro maior acionista da companhia de tecnologia.
O bloco de acionistas fundadores detém 28% do capital, seguido pela norte-americana General Atlantic, com 15%. O aumento da participação da Kinea gerou especulações sobre a possibilidade de a empresa indicar um representante para o Conselho da LWSA.
Enquanto isso, a Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação Carbono Oculto, que expôs a necessidade urgente de regulamentação para as fintechs no Brasil. As investigações revelaram um sistema financeiro paralelo, operando em um limbo regulatório. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que as fintechs passarão a ter as mesmas obrigações fiscais dos grandes bancos. Grande parte das operações dessas instituições ocorre fora do radar do Banco Central e outros órgãos reguladores.
O Banco Central lançou a Lei Complementar nº 182, um pretenso Marco Legal das Startups, mas ela não impôs um sistema normativo rigoroso para essas empresas. Um dos alvos da Operação Carbono Oculto, o BK Bank, é suspeito de atuar como um banco paralelo de uma facção criminosa, movimentando cerca de R$ 46 bilhões por meio de contas não rastreáveis. A Reag Investimentos também está sob investigação, após um crescimento exponencial de seus ativos, que saltaram de R$ 21 bilhões em 2020 para R$ 300 bilhões neste ano.
No âmbito político, todos os carros que deixam a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro são revistados por agentes para impedir uma possível fuga. O Supremo Tribunal Federal iniciará o julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.






