Após meses de tensões geopolíticas e incertezas que cercaram sua participação, a seleção do Irã fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 em território norte-americano na segunda-feira (15). O jogo, realizado em Los Angeles, terminou empatado em 2 a 2 contra a Nova Zelândia, pelo Grupo G da competição.
Com o resultado, tanto o Irã quanto a Nova Zelândia lideram a chave, que também conta com a Bélgica e o Egito, todas as quatro seleções somando um ponto. Antes do embate entre iranianos e neozelandeses, a partida entre Bélgica e Egito terminou em um empate de 1 a 1 em Seattle. Ambas as seleções da Ásia e da Oceania buscam uma classificação inédita para a fase seguinte do torneio.
O próximo desafio da equipe iraniana será contra a Bélgica, marcado para domingo (20), às 16h (horário de Brasília), novamente em Los Angeles. No mesmo dia, a Nova Zelândia enfrentará o Egito em Vancouver, às 22h.
Esse jogo foi especialmente aguardado, sendo a primeira partida da seleção iraniana em uma Copa do Mundo desde o confronto contra os Estados Unidos há 28 anos, em 1998. A expectativa foi amplificada em razão do contexto político entre o Irã e os EUA, que mantém um histórico conflituoso. O país é sede dos três jogos da equipe iraniana na fase de grupos, e um pedido para transferir os duelos ao México, que também sedia a competição, foi recusado.
Embora um cessar-fogo de 60 dias tenha sido anunciado no dia 14, a situação política já havia impactado o esporte de diversas formas. Jogadores e membros da comissão técnica enfrentaram dificuldades para conseguir vistos de entrada nos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia declarado em março que a seleção iraniana era "bem-vinda" à Copa, mas que a participação do país não seria "apropriada".
A crise política também teve reflexos na convocação da equipe. O atacante Sardar Azmoun, que é o terceiro maior artilheiro da seleção, ficou de fora do Mundial, oficialmente devido a problemas com o prazo para obtenção de visto. Em março, ele foi fotografado ao lado do primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, o que gerou controvérsias, dado que o país é aliado dos Estados Unidos.




