Jafar Estética tem contrato com Santa Casa em meio à Operação Gutenberg

A Jafar Estética e Saúde Ltda., reconhecida por seus serviços de harmonização facial, é um dos focos da Operação Gutenberg. A empresa firmou um contrato com a Santa Casa de Campo Grande para fornecer médicos ao Prontomed, unidade destinada a atender pacientes particulares e de planos de saúde. O contrato, assinado em 16 de junho de 2025 pela médica Olívia Paroschi Jafar, sócia-administradora da empresa, tem duração prevista de 12 meses e estabelece um pagamento de R$ 125 por hora trabalhada durante plantões de urgência e emergência.

Entretanto, o contrato não especifica um valor total, limite de despesas ou a quantidade mínima ou máxima de plantões, o que dificulta o cálculo do total que poderia ser pago à empresa. A Santa Casa esclareceu que os plantões eram realizados de forma eventual, na linha privada, e que a Jafar Estética não presta serviços há três meses. O hospital também informou que os pagamentos eram feitos somente quando os plantões eram efetivamente realizados e que o Gaeco não buscou a instituição para esclarecimentos.

Além disso, a prestação de contas do Diretório Municipal do PT em Campo Grande será analisada pela Justiça Eleitoral. O partido terá um prazo de 30 dias para justificar R$ 5,3 mil que foram pagos em diversos Pix a uma empresa de marketing, além de R$ 16,5 mil registrados como recuperação de depósitos judiciais e R$ 10 mil referentes a serviços contábeis de 2024, pagos em 2025. Até o momento, não houve reprovação das contas, mas a situação representa um desafio para a tesouraria do partido.

O Diretório Municipal do PT se comprometeu a apresentar todos os documentos e esclarecimentos solicitados no prazo estabelecido, incluindo a conciliação dos pagamentos, a origem dos valores de levantamento judicial e a documentação contábil das despesas em questão. A expectativa é que, com a apresentação das informações, as inconsistências apontadas possam ser resolvidas durante a análise técnica.

Por sua vez, o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que é pré-candidato ao Senado, cometeu um erro ao protocolar uma ação na Justiça Eleitoral de Dourados, que se ocupa de questões eleitorais, e não de infrações de trânsito. A juíza responsável declarou a incompetência do órgão e encerrou o processo sem avaliar as multas. Assim, a ação precisará ser reaberta no local apropriado.

Por fim, o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) de Caarapó não apresentou à Justiça Eleitoral a prestação de contas de 2025. Com o Diretório Municipal inativo, a responsabilidade recaiu sobre a direção estadual. O deputado estadual Pedro Arlei Caravina e o vereador de Campo Grande Juari Lopes Pinto estão entre os citados como responsáveis e têm um prazo de três dias para entregar a documentação necessária. A falta de apresentação poderá resultar na suspensão do repasse do Fundo Partidário.

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