K-Infra Recorre à Justiça e Futuro da Rota da Celulose é Incerto

O projeto Rota da Celulose, que abrange a modernização de trechos em cinco rodovias cruciais de Mato Grosso do Sul, enfrenta um novo obstáculo. A K-Infra, integrante do Consórcio K&G, anteriormente apontado como vencedor do leilão realizado na B3, a bolsa de valores de São Paulo, promete levar o caso à Justiça após ser considerada inabilitada meses após o resultado inicial.

A assessoria de imprensa da K-Infra confirmou a intenção de recorrer à Justiça comum após o governo estadual negar o recurso administrativo interposto pela empresa. A decisão de inabilitação foi formalizada pelo Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) após análise da Comissão Especial de Licitação (CEL), que identificou inconsistências na documentação apresentada pelo consórcio.

Com o encerramento das tratativas administrativas, o Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do governo estadual convocou o segundo colocado, o Consórcio Caminhos da Celulose, liderado pela XP Infra V Fundo de Investimento em Participações, para a apresentação da documentação necessária, agendada para hoje na B3. O Consórcio Caminhos da Celulose é composto também pelas empresas CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica Ltda., Conter Construções e Comércio S.A., Construtora Caiapó Ltda., Ética Construtora Ltda., Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda. e Conster Construções e Terraplanagem Ltda..

O governo do Estado, embora não tenha divulgado uma data precisa para a assinatura do contrato, reafirmou sua intenção de iniciar o projeto ainda este ano.

A possível judicialização da Rota da Celulose já era prevista. Especialistas em Direito Administrativo alertavam que, independentemente do resultado dos recursos, o caso poderia parar na Justiça, devido aos interesses contrapostos das partes envolvidas.

O projeto Rota da Celulose foi concebido como a solução para o escoamento da produção na região leste do estado, impulsionado pela inauguração de uma grande fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, além de outras unidades do setor.

A situação se complicou quando o governo federal decretou a caducidade de um contrato entre a União e a K-Infra referente à BR-393, no Rio de Janeiro, dias após o leilão da Rota da Celulose. Esse evento motivou a XP a apresentar um recurso contestando a vitória da K-Infra. Em agosto, a CEL publicou a inabilitação do consórcio K&G, o que gerou novos recursos e paralisou o processo. A judicialização iminente poderá atrasar ainda mais o andamento do leilão.

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