Licitação de R$ 44 milhões será realizada para melhorias na malha rodoviária de Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL), divulgou no Diário Oficial a realização de uma licitação destinada à manutenção e conservação da malha rodoviária em áreas não pavimentadas da região sudeste do estado. O investimento totaliza R$ 44.204.862,91 e a abertura do processo licitatório está agendada para o dia 10 de agosto, às 8h30.

O critério de julgamento da concorrência será baseado no menor preço, enquanto o regime de execução adotado será o de empreitada por preço unitário. Este projeto visa não apenas a melhoria das rodovias, mas também contribuir para a segurança e eficiência do tráfego na região.

Em abril deste ano, o estado recebeu autorização para um financiamento de U$S 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). Este recurso, viabilizado pelo Escritório de Parcerias Estratégicas e pela Secretaria de Infraestrutura e Logística, será utilizado para a manutenção e adaptação das rodovias à resiliência climática.

A expectativa do Governo do Estado é que, até o final de 2023, 5.988 km da malha rodoviária estejam pavimentados. Até 2030, a meta é que a malha pavimentada ultrapasse a não pavimentada, com um total projetado de 6.660 km de vias asfaltadas, superando os 5.940 km de rodovias não pavimentadas.

Para a execução deste projeto, será adotado o modelo de Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), onde a empresa selecionada será responsável por desenvolver o projeto executivo das obras. O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que a empresa proposta apresentará um projeto básico, que será submetido à AGESUL para aprovação.

O programa Rodar MS, que visa a modernização da malha rodoviária, prevê um investimento total de U$S 250 milhões (aproximadamente R$ 1,25 bilhão). Dessa quantia, U$S 200 milhões virão do Banco Mundial, enquanto os U$S 50 milhões restantes serão oriundos dos cofres estaduais.

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