Carlo Acutis, o “padroeiro da internet”, será canonizado neste domingo, tornando-se o primeiro santo millennial. A história que o liga a Campo Grande teve início em 2011, antes mesmo do reconhecimento do primeiro milagre atribuído a ele.
A devoção a Carlo Acutis na cidade começou quando o padre Marcelo Tenório descobriu sua história. Na época, Carlo ainda não era amplamente conhecido, nem mesmo na Itália. Em um encontro com a mãe de Carlo, Antônia Salzano, o padre recebeu um fragmento de uma camiseta do jovem.
Em 2013, a relíquia foi exposta na Paróquia São Sebastião, onde foi tocada por Matheus Vianna antes da beatificação de Carlo pelo Papa Francisco. Este momento marcou o início da jornada do padre Tenório com Carlo Acutis, culminando na canonização.
O padre Tenório ressalta a relevância do Brasil nesse processo, mencionando que muitos dos possíveis milagres atribuídos a Carlo Acutis vieram do país. A facilidade em obter relíquias no início se devia à relativa obscuridade de Carlo na época. Com a crescente fama do jovem, a Igreja Católica estabeleceu normas mais rígidas para a exposição e veneração de relíquias relacionadas a ele.
Para obter uma relíquia de primeiro grau, como um pulôver exposto recentemente, é necessário solicitar e obter a assinatura do bispo de Assis, na Itália, além de buscar o objeto em Roma.
A mãe de Carlo já manifestou o desejo de visitar o Brasil, especialmente Campo Grande e Aparecida, mas essa visita pode levar alguns anos devido a compromissos e à idade dos irmãos de Carlo.
Espera-se que mais de 3 mil pessoas compareçam à Paróquia São Sebastião neste domingo para acompanhar a transmissão ao vivo da canonização. A programação terá início às 4h, com a transmissão da cerimônia do Vaticano, e se estenderá até as 11h30min, com um almoço de confraternização.
O padre Tenório destaca que a história entre o Brasil e o futuro santo foi fundamental, uma vez que a divulgação da história do jovem em terras brasileiras contribuiu para que ele se tornasse conhecido.
O reconhecimento de um milagre envolvendo Carlo Acutis ocorreu com a cura de Matheus Lins Vianna, que na época tinha 3 anos e sofria de uma rara doença no pâncreas. Em 2013, Matheus tocou em uma relíquia de Carlo durante uma missa, após o que foi curado. Exames posteriores confirmaram a ausência da anomalia pancreática, e ele nunca mais apresentou os sintomas.






