Mato Grosso do Sul se destaca na produção de suínos visando expansão das exportações

Mato Grosso do Sul está em um momento decisivo para a sua economia, ao transformar-se de um mero fornecedor de milho e soja em um importante exportador de proteína animal. A produção de suínos no estado cresceu quase 20% em 2023, refletindo um novo ciclo de expansão na suinocultura. Com investimentos públicos recordes, a expectativa é de que o plantel de matrizes aumente em 36% até 2027, o que demonstra o compromisso do estado em agregar valor à sua produção agrícola, gerar empregos e fortalecer a economia local.

Dados do Boletim Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul indicam que, de janeiro a maio de 2023, o estado produziu 1,64 milhão de suínos para abate, o que representa uma alta de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. No mercado internacional, as exportações de carne suína in natura renderam US$ 22,5 milhões, com um crescimento de 57,6% na receita e de 60,7% no volume embarcado.

Rogério Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, destacou que essa expansão é parte de uma política estadual voltada para a industrialização da produção agropecuária. Ele enfatizou que, apesar de ainda exportar milho e soja, o estado busca levar indústrias para processar esses produtos em carne, aumentando assim o valor agregado e criando empregos.

A evolução da suinocultura Em Mato Grosso do Sul é notável. Há alguns anos, o estado contava com uma média de 70 mil a 80 mil matrizes, número que atualmente ultrapassa 130 mil. Aproximadamente 111,5 mil matrizes estão cadastradas no programa Leitão Vida, e a meta do governo é alcançar 150 mil matrizes até 2027. Esse crescimento é planejado e sustentado pela alta tecnificação na atividade.

Beretta destaca que a suinocultura no estado tem avançado de forma significativa e que a previsão para 2027 é atingir a meta de 150 mil matrizes. Além disso, a expansão do setor é acompanhada pela transformação dos resíduos da atividade em fontes de energia renovável, o que representa uma inovação importante. "Os dejetos dos suínos hoje já geram biogás para produção de energia elétrica, suficiente para abastecer cerca de 25 mil habitantes. Também estamos avançando para a produção de biometano, que poderá abastecer caminhões e veículos", informou.

O secretário acredita que a adoção dessas tecnologias deve contribuir para a redução dos custos de produção e para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de neutralidade das emissões de carbono até 2030. Assim, a suinocultura se consolida como uma das cadeias estratégicas do agronegócio estadual.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest