A passarela sobre a MS-156, localizada entre os bairros Dioclécio Artuzi e Guaicurus, em Dourados, receberá alambrados e barreiras de concreto com o objetivo de forçar pedestres e ciclistas a utilizarem a estrutura. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) informou que a construção da passarela foi finalizada, mas que o projeto inclui outros serviços que devem ser entregues ainda neste ano.
Entre as intervenções previstas estão a instalação de alambrados telados e barreiras de proteção do tipo New Jersey de concreto, que serão colocadas sob a passarela para impedir que as pessoas atravessem diretamente pela rodovia, prática que ainda é comum entre os usuários. A barreira de proteção será semelhante à já existente no acesso à Rua Coronel Ponciano pela MS-156. A passarela, que deve ser acessada apenas por pedestres, cadeirantes e ciclistas, também contará com iluminação e plantio de grama ao longo do percurso.
A Agesul ainda planeja a colocação de placas de grande porte na travessia, que fornecerão orientações sobre o uso adequado da passarela, visando evitar comportamentos inseguros. A data para a instalação dessas placas ainda não foi definida, mas a previsão é que aconteça em breve.
Além disso, a Agesul anunciou que o quebra-molas do modelo traffic calming, que está situado sob a passarela, será removido. A responsabilidade pela manutenção desse serviço é atribuída à Prefeitura Municipal de Dourados, que, por sua vez, declarou que a intervenção não pode ser realizada devido à natureza da via, que é uma rodovia estadual. A prefeitura também ressaltou que a sinalização na área é de competência da Agesul.
A situação atual é preocupante, uma vez que muitos pedestres continuam a se arriscar ao atravessar a rodovia, mesmo com o intenso fluxo de veículos pesados que trafegam pela região, conectando a BR-163 ao Distrito Industrial. Moradores relataram que alguns optam por essa travessia por considerarem o percurso pela passarela mais longo, além de temerem a altura e a possibilidade de serem atingidos por veículos que não respeitam as regras de trânsito.
Conforme relatado, a disputa pelo espaço na passarela envolve pedestres de diferentes idades e ciclistas que utilizam bicicletas elétricas ou autopropelidas, que podem alcançar velocidades de até 32 km/h. O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) esclareceu que esses veículos são permitidos na passarela, desde que trafeguem a uma velocidade máxima de 6 km/h e que respeitem a prioridade dos pedestres. Ciclistas, por sua vez, devem descer de suas bicicletas e empurrá-las ao atravessar.





