A SES ressaltou que o processo de fiscalização segue em tramitação regular, com o objetivo de apurar os fatos e que todas as medidas administrativas e sanitárias necessárias serão implementadas, respeitando o direito de defesa da clínica.
Pacientes que foram ouvidos pela reportagem relataram uma série de problemas na infraestrutura da clínica, além de diferenciações no atendimento entre usuários do SUS e pacientes particulares. As queixas incluem poltronas desgastadas, falta de espaço adequado para refeições e uma alta rotatividade que sobrecarrega os profissionais de saúde. Também foi mencionada a possibilidade de falhas humanas no reprocessamento de materiais, como linhas e capilares utilizados nas sessões de hemodiálise. Essa informação é apenas um relato e, até o momento, não há confirmação oficial sobre a relação entre eventuais falhas e os sintomas apresentados pelos pacientes.
A reportagem buscou informações junto à Polícia Civil para verificar se existe uma investigação em andamento sobre o caso, se um inquérito policial foi instaurado, quais diligências já foram realizadas e se os óbitos de pacientes que frequentaram a clínica DaVita estão sendo investigados criminalmente. Também foi questionado sobre a existência de laudos periciais solicitados, depoimentos colhidos ou uma previsão para a conclusão da apuração. O retorno da Polícia Civil ainda está pendente.
Além disso, o Campo Grande News tentou contato com a assessoria da DaVita para esclarecer questões sobre atendimentos realizados no dia 27 de abril, os óbitos subsequentes de dois pacientes, a Fiscalização da Vigilância Sanitária Estadual e as medidas que foram adotadas após a autuação. O portal aguarda um retorno sobre essas questões.






