Ministro destaca urgência no combate à chikungunya em Dourados sem atribuição

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, destacou a gravidade da emergência em Dourados, onde os casos de chikungunya têm aumentado. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, já resultou em sete mortes no estado, a maioria nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A reserva indígena de Dourados concentra a maior parte dos mais de 1,7 mil casos confirmados, incluindo 37 em gestantes, com 1.893 casos em análise.

Durante visita à cidade, o ministro afirmou que o enfrentamento da crise não será pautado pela busca de culpados. Ele ressaltou que a responsabilidade por saúde é global e que o foco deve ser na solução dos problemas. Para conter a proliferação do mosquito, o governo federal anunciou investimentos de cerca de R$ 3,1 milhões no município, com recursos destinados a socorro, limpeza urbana e vigilância.

O Ministério da Saúde também programou a contratação de 50 agentes de combate a endemias, com 20 começando a atuar imediatamente. Além disso, 40 militares das Forças Armadas foram mobilizados para a região. A comitiva federal inclui profissionais de diversas instituições ligadas à saúde e vigilância.

A situação de emergência foi reconhecida pelo governo federal em 30 de março. Durante a visita, o ministro apontou a necessidade de melhorar a coleta de lixo nas aldeias indígenas, identificando o acúmulo de resíduos como um fator que contribui para a proliferação do mosquito. Ele enfatizou a importância de atender de maneira igualitária as comunidades urbanas e indígenas.

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