A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) confirmou que a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues foi classificada como feminicídio. A delegada Analu Lacerda Ferraz descartou a versão apresentada pelo namorado da vítima, Gilberto Jarson, que afirmava que Marlene teria cometido suicídio. Ele foi preso em flagrante no local do crime, que ocorreu na residência do casal.
Marlene, de 59 anos, foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com uma marca de tiro no pescoço. O namorado de 50 anos estava com a arma na mão no momento em que a polícia chegou. As investigações revelaram que o casal mantinha um relacionamento há um ano e quatro meses e morava junto há dois meses. Vizinhos relataram que, ao retornarem do trabalho, ouviram um disparo por volta das 11h30.
Um vizinho, que também é policial, pulou o muro da casa e testemunhou a cena. A versão de suicídio apresentada por Gilberto continha contradições e foi rapidamente descartada pela polícia. A 1ª DEAM está à frente das investigações e mais informações serão divulgadas após a conclusão do inquérito.
Marlene atuava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e foi uma das primeiras mulheres a se formar na Polícia Florestal. A Polícia Militar lamentou sua morte e prestou solidariedade à família, destacando sua dedicação e amor pela profissão. O velório da subtenente foi agendado, mas detalhes não foram divulgados.






