Uma professora de 29 anos vivenciou uma tragédia Em Campo Grande, no Jardim Batistão, quando sua residência foi consumida pelas chamas na madrugada do último domingo (19). O incêndio ocorreu após a mulher decidir não voltar ao relacionamento com o ex-companheiro, um pintor de 33 anos, que não aceitou o fim da relação e reagiu de forma violenta. Em sua fala, a vítima expressou a dor da perda: "Por causa de um não ele tirou tudo que eu tinha".
O ex-parceiro foi preso pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) menos de oito horas após o incêndio. A intervenção policial, no entanto, não reverteu os danos causados pelo fogo, que destruiu completamente a edícula onde a professora morava com seu filho de 7 anos. O ambiente ficou marcado por paredes queimadas, telhas comprometidas e um forte cheiro de fumaça, além da perda de bens essenciais como fogão, geladeira, colchão e roupas. A segurança e a tranquilidade da criança foram igualmente afetadas, uma vez que ele presenciou toda a cena.
A professora relatou que conheceu o autor do incêndio há cerca de três meses, em uma conveniência próxima de sua casa. Inicialmente, ele se apresentou como um homem carinhoso e paciente, e logo se tornou uma presença constante em sua vida. Contudo, a relação rapidamente se deteriorou, levando a episódios de ciúmes, controle excessivo e agressões físicas. A mulher reconhece que os sinais de abuso estavam presentes desde o início, mas não deu a devida importância a eles.
Ela destaca que pequenas agressões eram tratadas como incidentes isolados, sem perceber que se tratava de um padrão de violência. "Ele falava: você não sabe do que eu sou capaz. Mas eu não acreditei", contou a professora, que agora busca transformar sua dor em um alerta para outras mulheres que possam estar em situações semelhantes. "Se teve a primeira vez, vai ter a segunda, a terceira, até não sobrar mais nada", adverte.
Atualmente sem emprego e tentando recomeçar sua vida, a vítima aceita doações para reconstruir seu lar e sua rotina ao lado do filho. Ela necessita de alimentos, colchão, roupas, utensílios domésticos e móveis. Para ajudar, é possível entrar em contato com Verônica Ramona, familiar da professora, pelo telefone (67) 98101-8214, que está organizando as doações. A situação da professora é um lembrete da necessidade de apoio a vítimas de violência doméstica e a importância de se reconhecer os sinais de alerta em relacionamentos abusivos.






