O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou uma denúncia contra Fábio Santos Fogoça, apontado como o mandante do assassinato de sua tia, Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, e Rogério Nascimento da Silva, acusado de executar o crime. A motivação do homicídio, segundo a denúncia, estaria ligada a uma disputa familiar pela herança.
A acusação do MPMS revela que Fábio Santos Fogoça teria planejado a morte de Maria José e contratado Rogério Nascimento para realizar o assassinato. A Promotoria destaca que o crime foi premeditado, com interesses patrimoniais em jogo, refletindo um contexto de conflitos familiares. Após o falecimento da ex-vereadora Magnólia Fogaça Marques, avó de Fábio, Maria José e sua irmã, Maria Jeni de Oliveira, buscaram judicialmente o reconhecimento de maternidade socioafetiva post mortem, o que, se acolhido, alteraria a divisão da herança, reduzindo a participação dos demais herdeiros.
O crime ocorreu no dia 28 de junho de 2026, quando Maria José foi morta com 14 golpes de faca dentro de sua própria casa, localizada em Ribas do Rio Pardo. A brutalidade do ato levou a Polícia Civil a iniciar investigações, que incluíram a coleta de provas, depoimentos e perícias para elucidar o caso. As investigações avançaram rapidamente e, em 5 de julho, Rogério Nascimento da Silva foi preso em Campo Grande após um incidente em um restaurante, onde ameaçou uma funcionária com uma faca.
Durante sua detenção, Rogério confessou ter assassinado Maria José a mando de Fábio Santos. Enquanto era levado à delegacia, ele ainda incendiou a viatura policial, aumentando a gravidade da situação. O caso atraiu atenção devido à violência do crime e à relação familiar entre os envolvidos.
Agora, com a denúncia formalizada, a Justiça dará seguimento ao processo. Se a acusação for aceita e os réus forem pronunciados após a instrução, eles enfrentarão um julgamento no Tribunal do Júri, que determinará se serão condenados ou absolvidos. A história da Família Maria José de Oliveira Bezerra remete à figura de Magnólia Marques Fogoça, reconhecida como a primeira vereadora de Ribas do Rio Pardo, destacando-se em várias áreas, incluindo a política, educação e liderança comunitária. Magnólia foi eleita no primeiro mandato da Câmara Municipal em 1944 e retornou ao cargo em 1959, deixando um legado significativo na história do município.






