Operação Gutenberg resulta em 17 réus por desvios de R$ 27 milhões em Mato Grosso do Sul

A Justiça de Mato Grosso do Sul acolheu a denúncia do Ministério Público e tornou réus 17 pessoas investigadas na Operação Gutenberg, que apura o desvio de R$ 27 milhões dos cofres públicos. A decisão foi proferida pelo juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Competência Residual de Campo Grande. As investigações revelaram que a organização criminosa utilizava a estrutura da saúde pública para fraudar licitações relacionadas à venda de livros paradidáticos a diversas prefeituras do estado.

As acusações que motivaram a operação incluem fraude em licitações, corrupção e a formação de uma organização criminosa. Entre os denunciados estão Rossana Paroschi, Jafar Olívia Paroschi, Jafar Felipe Paroschi, Jafar Giovanni Paroschi, Rhayane Souza Fanaia, Ed Carlo Britto Burgatt, Jéssyca Duarte Burgatt, Joatan Gomes Peixoto, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anízio dos Santos, Douglas Henrique de Melo, Paulo Rogério de Melo, Gabriel Taquino de Paula, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior e Heyder Bartz, que se encontra foragido.

A Operação Gutenberg foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) no dia 7 de julho, com o cumprimento de 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão. No total, 15 pessoas foram presas em operações realizadas em Campo Grande, Dourados e uma no Estado de Goiás. Além das prisões, os agentes apreenderam mais de R$ 70 mil em dinheiro vivo, além de milhões de reais em cheques já preenchidos.

O caso destaca a importância do combate à corrupção e à fraude em licitações, que afetam diretamente os recursos destinados a serviços públicos essenciais. O andamento do processo e a resposta do judiciário serão acompanhados de perto, à medida que as investigações prosseguem e mais informações são reveladas sobre a atuação do grupo investigado.

A expectativa é que o desdobramento deste caso traga à tona detalhes sobre como as fraudes eram perpetradas e quais medidas podem ser implementadas para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. A ação do MPMS e do Gaeco reflete um esforço contínuo para garantir a integridade dos recursos públicos e a responsabilização dos envolvidos em atividades ilícitas.

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