OPERAÇÃO Jaguaretê-Oeste gera apreensões significativas na fronteira

A OPERAÇÃO Jaguaretê-Oeste, que está sob a coordenação do Comando Militar do Oeste (CMO), alcançou um resultado expressivo ao gerar prejuízos estimados em mais de R$ 41,2 milhões às atividades ilícitas nas faixas de fronteira do Brasil. A ação, que mobiliza mais de 600 militares, tem como um dos principais focos o Mato Grosso do Sul e envolve a colaboração de diversas instituições federais e estaduais no enfrentamento de crimes como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e delitos ambientais.

Os primeiros dados oficiais da OPERAÇÃO, divulgados recentemente, confirmam a amplitude das ações que foram antecipadas anteriormente. Até o início deste mês, as equipes da OPERAÇÃO conseguiram apreender 34 quilos de cocaína, 6,5 toneladas de maconha, além de 94 quilos de skunk, 12 quilos de pasta base de cocaína e 11,9 quilos de drogas sintéticas. Adicionalmente, foram confiscados 194 quilos de outras substâncias ilícitas, armas de fogo, munições, 21 veículos e mais de 79,9 mil pacotes de cigarros.

A soma das apreensões representa um impacto significativo nas operações de organizações criminosas, com o valor totalizando R$ 41,2 milhões. Este montante leva em conta não apenas as drogas e produtos contrabandeados, mas também veículos e outros bens utilizados nas atividades ilícitas. Esses números evidenciam a intenção da OPERAÇÃO Jaguaretê-Oeste de atuar de maneira abrangente em uma das regiões mais vulneráveis do território nacional.

A OPERAÇÃO, que abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, reúne diversas unidades militares ao longo da faixa de fronteira e foi planejada para aumentar a capacidade de dissuasão e repressão aos crimes transfronteiriços. Ela visa também apoiar as forças de segurança pública, respeitando as investigações em andamento.

O planejamento da OPERAÇÃO foi elaborado com a intenção de fortalecer a vigilância em áreas frequentemente utilizadas por organizações criminosas para a entrada e circulação de drogas, armas, cigarros e outros produtos ilegais. A estrutura do Exército considera a OPERAÇÃO como “singular”, uma vez que é realizada com recursos próprios da Força Terrestre.

Antes da divulgação dos dados oficiais, o general Alcides Valeriano já havia comentado sobre a coordenação da OPERAÇÃO a partir de Mato Grosso do Sul, abrangendo ações que vão de Santa Catarina até Rondônia. A iniciativa também conta com a participação de unidades militares em Santa Catarina, formando um corredor de fiscalização que se estende por uma parte significativa da linha de fronteira do Brasil.

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