A região do Pantanal se tornará o palco da maior operação fluvial da América Latina entre os dias 20 e 25 de abril. A Operação Ribeirinha Combinada, também conhecida como ACRUX, objetiva aprimorar a capacidade de resposta conjunta das Marinhas do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, especialmente em ações de defesa de fronteiras e combate ao crime organizado. Esta edição marca a 12ª realização do treinamento, que contará com a participação de mais de 700 militares.
A mobilização dos recursos para a operação ocorreu em Corumbá e Ladário, no período de 17 a 19 de abril. Durante esses dias, a população teve a oportunidade de visitar o navio multipropósito A.R.A Ciudad de Rosario, da Argentina, e o navio patrulha Pirajá, da Marinha do Brasil. O evento culminou em uma cerimônia no porto geral de Corumbá, onde o contra-almirante Emerson Augusto Serafim, comandante do 6º Comando do Distrito Naval, esteve presente.
A escolha de Corumbá e Ladário como locais para reunir as embarcações e o efetivo militar se deve à presença da base do 6º Comando do Distrito Naval em Ladário. A operação, que ocorre em rodízio entre os países participantes, terá o Brasil como responsável pela organização das ações em 2026. Durante cerca de três dias, os exercícios táticos e de resgate serão realizados, com deslocamento a partir de Ladário pelo rio Paraguai, percorrendo aproximadamente 100 km até a área designada para as manobras.
O treinamento tem como objetivo aumentar o conhecimento sobre o patrulhamento na Hidrovia Paraná-Paraguai. O capitão de corveta Thiago Leite, que comanda uma embarcação da Marinha do Brasil, enfatiza a importância da coordenação entre as forças navais para o sucesso da operação. "É necessário um trabalho conjunto, pois queremos elevar o nível de segurança nas regiões de fronteira", afirmou.
Na edição anterior, realizada em 2024, as operações ocorreram na Argentina, nos rios Ibicuy e Mazaruca, na província de Entre Rios. Durante essa experiência, a Marinha do Brasil aprendeu sobre a logística necessária para a navegação até o país vizinho e enfrentou desafios como temperaturas próximas a 0º C, além de melhorias nas comunicações via rádio e satélite entre as Marinhas participantes.






