Paralisação de professores em Campo Grande atinge 110 mil alunos da Rede Municipal

Na última sexta-feira (12), a paralisação dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME) em Campo Grande resultou na suspensão das atividades escolares, afetando aproximadamente 110 mil alunos que estão matriculados nas 207 unidades escolares e Centros de Educação Infantil Municipal (EMEIs). A decisão de paralisar as atividades foi aprovada em uma assembleia que contou com a participação de cerca de 300 profissionais da educação.

A interrupção das aulas em um dia útil gerou questionamentos entre pais e responsáveis, que argumentaram que a mobilização poderia ter sido realizada em um fim de semana, minimizando os impactos na rotina dos estudantes. A REME é uma das maiores do Estado, contando com aproximadamente 8,9 mil professores.

Nos últimos anos, a gestão da prefeita Adriane Lopes tem buscado melhorias para a educação, como a convocação de mais de mil professores concursados, o avanço no pagamento de progressões funcionais e investimentos em climatização, reformas e ampliação das escolas. Em 2025, a categoria recebeu um reajuste de 6,27%, além da continuidade do acordo para a implementação gradual do piso salarial dos profissionais do magistério.

Recentemente, a prefeita Adriane Lopes apontou que a discussão sobre o reajuste de 2026 precisaria ser reavaliada, considerando as mudanças feitas pelo Governo Federal em relação ao piso nacional e a necessidade de uma análise do impacto financeiro nas contas do município. Um levantamento do portal PEBSP revelou que Campo Grande ocupa a primeira posição entre as capitais brasileiras em vencimento-base dos professores municipais, com a remuneração inicial dos profissionais superando o piso nacional do magistério.

A paralisação ocorreu em um contexto pré-eleitoral, com a presença e apoio de pré-candidatos e lideranças políticas. Essa participação gerou críticas de setores que acreditam que a pauta da educação está sendo utilizada para potencializar o debate eleitoral. Apesar das críticas, a categoria mantém suas reivindicações, especialmente em relação ao reajuste do Piso de 20 horas, cuja proposta apresentada pelo Executivo Municipal foi rejeitada em assembleia do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP).

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