Pedido de liberdade provisória é protocolado após adolescente ser baleado em Campo Grande

O advogado de Thalison Martin Genovez, 33 anos, apresentou um pedido de liberdade provisória à Justiça, após um incidente que resultou em um adolescente de 14 anos baleado na cabeça. A ocorrência teve lugar na noite de sábado (3), nas proximidades de uma conveniência localizada no Bairro Portal Caiobá. Em sua argumentação, o defensor, João Vitor Leite, afirma que a versão apresentada pela acusação não deve ser considerada como definitiva.

Na petição encaminhada ao Juízo Plantonista, o advogado defende que Thalison agiu em reação defensiva, uma vez que foi confrontado e agredido por um grupo de aproximadamente cinco pessoas. O boletim de ocorrência registrado sugere que, após um dano ao retrovisor do veículo, os ocupantes se afastaram do local, mas retornaram com reforços, iniciando um confronto físico. O defensor enfatiza a gravidade das lesões, mas ressalta que a audiência de custódia não deve ser vista como uma antecipação do julgamento criminal.

O pedido de liberdade provisória destaca que o acusado reagiu a uma agressão de um grupo superior em número. O advogado argumenta que os disparos atribuídos a Thalison ocorreram em um contexto de legítima defesa. Além disso, ele menciona que Thalison foi encontrado pelos policiais em sua residência, sem indícios de fuga ou de ameaças a testemunhas e vítimas.

A defesa também citou que o direito de permanecer em silêncio durante a abordagem policial é garantido constitucionalmente e não deve ser interpretado de forma negativa. Para reforçar a solicitação, a petição incluiu comprovante de residência fixa e uma declaração de trabalho formal, evidenciando que o acusado tem uma ocupação lícita e uma família constituída.

O caso gerou repercussão após Thalison ter disparado contra um veículo em movimento, resultando em um tiro que atingiu o adolescente na região posterior da cabeça. Outro jovem, de 19 anos, foi ferido de raspão no rosto, enquanto três ocupantes do veículo saíram ilesos. O adolescente foi socorrido e levado em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande, onde permanece internado com o projétil alojado.

As buscas pela 10ª Companhia Independente da Polícia Militar resultaram na localização de Thalison a poucas quadras do local do crime. Durante uma abordagem informal, ele confessou o ato e relatou o uso de um revólver calibre .38, afirmando que havia repassado a arma a uma terceira pessoa conhecida como 'José'. Thalison foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, onde optou por exercer seu direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório formal. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

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