Policiais civis são presos em operação contra contrabando e tráfico de drogas

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram uma operação contra um grupo criminoso que atuava no contrabando de produtos sem nota fiscal. Durante a investigação, foi identificado que policiais civis, tanto da ativa quanto da reserva, colaboravam com a organização. A operação, chamada Iscariotes, resultou na prisão de quatro pessoas, incluindo os policiais Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como Manga Rosa, e Edivaldo Quevedo da Fonseca.

Célio Rodrigues Monteiro já havia sido alvo de outras operações, incluindo a Omertà e a Snow, por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Apesar de ter sido investigado, ele não foi condenado nas operações anteriores. Em janeiro deste ano, Célio recebeu progressão de carreira e seu salário era de R$ 14,1 mil. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que pratica contrabando, descaminho e lavagem de capitais.

O outro policial preso, Edivaldo Quevedo da Fonseca, já havia sido detido em dezembro de 2024 com mercadorias do Paraguai sem documentação. Ele foi liberado, mas tinha compromissos com a Justiça Federal. Edivaldo recebe um salário de R$ 14,6 mil por mês e é vinculado à 5ª Delegacia de Polícia Civil.

A Operação Iscariotes cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em cidades de Minas Gerais. Na Capital, muitos mandados foram cumpridos no Camelódromo. A investigação revelou que os policiais estavam envolvidos no fornecimento de informações sigilosas e no transporte das mercadorias, utilizando suas funções públicas para favorecer a organização criminosa.

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