Na noite do último sábado, um recém-nascido com apenas 21 dias de vida foi socorrido pela equipe da Guarda do Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. A criança foi levada pela mãe ao quartel em estado crítico, aparentemente sem sinais vitais, após engasgar-se com uma fórmula infantil. Graças aos procedimentos de primeiros socorros realizados pelos policiais, a respiração do bebê foi restabelecida.
A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que a asfixia por engasgo é um problema comum entre crianças, com mais de 50% das aspirações ocorrendo em crianças de até quatro anos. Os pais devem estar atentos, especialmente durante as refeições e brincadeiras, já que crianças nessa faixa etária costumam colocar objetos na boca, o que pode levar a obstruções respiratórias. Alimentos pequenos, como feijão, pipoca, milho e amendoim, também representam riscos de asfixia.
Sinais que podem indicar uma aspiração incluem tosse persistente, chiado no peito, falta de ar súbita, rouquidão e lábios arroxeados. Para lidar com engasgos, a manobra de Heimlich é recomendada, com variações para bebês e crianças. Para bebês menores de um ano, é indicado alternar entre pancadas leves nas costas e compressões no peito, até que o objeto seja expelido ou até que o bebê perca a consciência.
Para crianças maiores e adultos, o primeiro passo é verificar a obstrução total, seguido de pancadas nas costas. A situação exige cuidado e atenção para evitar complicações graves durante a alimentação e o manuseio de pequenos objetos.






