Juliano Ferro, autodenominado "Mais louco do Brasil" e prefeito de Ivinhema, anunciou seu apoio à candidatura de Vander Loubet, do PT, ao Senado. Este posicionamento gerou repercussões dentro do PL, partido ao qual pertence, que pode considerar sua expulsão. Na manhã de quinta-feira (13), a candidata a deputada estadual Vivi Tobias protocolou um pedido formal de expulsão de Ferro, alegando infidelidade partidária.
A decisão de Ferro em apoiar Loubet, em detrimento da candidatura de Capitão Contar, também do PL, não foi bem recebida por uma parte significativa de seus eleitores. O apoio a Loubet provocou uma série de reações negativas, evidenciando a insatisfação de sua base eleitoral. Em resposta, o prefeito utilizou suas redes sociais para reiterar seu apoio ao candidato petista e afirmou que Loubet é o único representante da esquerda que decidiu apoiá-lo, ao mesmo tempo em que mantém apoio a outros candidatos como Flávio Bolsonaro na presidência e Reinaldo Azambuja no Senado.
Ferro declarou: "Eu não estou fazendo 'desfidelidade' partidária, não sou candidato a deputado estadual ou federal, sou prefeito. Se quiserem me tirar do partido, tirem!" Ele justificou sua escolha por Vander Loubet como uma demonstração de gratidão, ressaltando que o deputado federal o ajudou com recursos federais durante seu mandato. "Tenho que apoiar quem ajudou a construir o mandato, quem hoje atende a necessidade da população", disse.
O prefeito ainda destacou que sua decisão não se baseia apenas na filiação partidária, mas sim nas melhores propostas para o estado. Ele enfatizou seu compromisso com aqueles que contribuíram para sua reeleição, que ocorreu com 82% dos votos. "Antes de falar de mim, vão perguntar em Ivinhema como é o nosso mandato", afirmou.
Além de Juliano Ferro, Júlio Buguelo, prefeito de Glória de Dourados, também manifestou apoio a Vander Loubet. Nos comentários de seu vídeo, alguns seguidores apoiaram sua decisão, enquanto outros o criticaram, chamando-o de "petista enrustido". A situação reflete a tensão interna do PL e a complexidade das alianças políticas na disputa eleitoral atual.






