A Prefeitura de Batayporã divulgou uma nota oficial na sexta-feira (17) para esclarecer que nunca estabeleceu contratos com a Editora Avante, que está sendo investigada na Operação Gutenberg. Esta operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), visa apurar um alegado esquema de corrupção relacionado à venda de livros paradidáticos a prefeituras no Mato Grosso do Sul.
O comunicado foi emitido após a divulgação de uma reportagem que mencionou a inclusão de 29 municípios do estado em um procedimento investigatório criminal (PIC) que envolve contratos, documentos e movimentações financeiras associados à editora. A administração municipal enfatizou que não houve qualquer contratação da Editora Avante para a aquisição de livros e que não existiu interação entre representantes da empresa e servidores públicos de Batayporã.
A Prefeitura destacou que a citação do município no procedimento não implica em irregularidades ou investigações sobre a gestão municipal ou seus servidores. De acordo com a nota, as referências ao nome de Batayporã no PIC surgem em contextos variados, como propostas comerciais e tentativas de aproximação, sem que isso signifique participação em atos ilícitos.
Além disso, a administração municipal reafirmou seu compromisso com a condução de processos administrativos e licitatórios com base nos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A Prefeitura também se colocou à disposição dos órgãos de controle e investigação para fornecer quaisquer esclarecimentos que possam ser requisitados.
Com o intuito de evitar mal-entendidos decorrentes da associação de seu nome ao material divulgado, o município solicitou a publicação integral da nota de esclarecimento. A Operação Gutenberg investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos, e o PIC aponta que a organização poderia ter movimentado mais de R$ 27 milhões.
Ao longo das 472 páginas do PIC, 29 prefeituras de Mato Grosso do Sul são mencionadas em diversas circunstâncias, incluindo contratos e movimentações financeiras. O relatório enfatiza que a simples menção de um município não significa que ele seja alvo da investigação ou que seus gestores tenham participado de irregularidades.





