Preparação para incêndios florestais mobiliza bombeiros em MS com recursos avançados

A temporada de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul se aproxima com a chegada do inverno, caracterizado pela seca. Para se preparar, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou nesta semana uma QUEIMA PRESCRITA no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, ação que envolveu 20 militares, além de 2 aeronaves AirTractor e drones equipados com sensores de calor.

Esses recursos são essenciais para a detecção de focos de incêndio e para a realização de treinamentos específicos com as equipes. A atividade contou com a parceria do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), da Prefeitura Municipal de Costa Rica, da Brigada de Incêndio de Alcinópolis e de representantes do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da UFMS.

O principal objetivo dessa operação é mitigar os riscos de grandes incêndios durante os meses de estiagem, que vão de julho a outubro. Além disso, a QUEIMA PRESCRITA contribui para a redução da biomassa acumulada e do material combustível, o que é fundamental para a preservação do meio ambiente. A técnica também ajuda na eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

O capitão Pedrozo, chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, explicou que a QUEIMA foi realizada em uma área de difícil acesso, que funcionará como um ponto de controle para possíveis incêndios no futuro. Ele ressaltou que as condições climáticas foram favoráveis, com temperatura amena e previsão de chuvas, tornando este o momento adequado para a execução da atividade.

As queimadas aumentam nesta época do ano devido à combinação de clima seco e baixa umidade do ar, além de ventos fortes. A QUEIMA PRESCRITA, também conhecida como Manejo Integrado do fogo (MIF), é uma prática planejada e controlada que visa reduzir o acúmulo de material orgânico seco, prevenindo incêndios florestais.

Essa técnica é realizada de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo que a fauna se afaste e a estrutura da vegetação seja preservada. O uso controlado do fogo é benéfico para o Pantanal e o Cerrado, desde que seja feito de maneira adequada e em períodos corretos. A fauna e a flora dessas regiões estão adaptadas à presença do fogo, mas sua frequência inadequada pode resultar em problemas ambientais significativos.

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