Adelina Sales, residente da zona rural, iniciou sua jornada antes do amanhecer, saindo de casa à meia-noite e pegando a estrada por quase quatro horas até chegar ao Hospital Regional de Dourados. Sua chegada, por volta das sete da manhã, marcava o fim de uma longa espera de cerca de quatro anos para realizar uma ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde. A paciente, que enfrenta um tratamento para artrose no joelho, havia passado por consultas e exames fora do Mato Grosso do Sul, e agora tinha a oportunidade de realizar o procedimento em sua própria região.
"Levantamos meia-noite para poder estar aqui. Saímos de casa às três da manhã e chegamos quase às sete. Foi cansativo, mas graças a Deus deu tudo certo", afirmou Adelina. Ela expressou alívio ao finalmente conseguir o exame, que representa um passo importante em seu tratamento. A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética na rede pública No Hospital Regional de Dourados, com um investimento de R$ 7,5 milhões da Secretaria de Estado de Saúde, tornou possível essa mudança significativa. O equipamento passou a funcionar em 27 de abril, como parte da estratégia de ampliação da capacidade de diagnóstico do SUS na região, sob a gestão do governador Eduardo Riedel.
O novo serviço beneficia uma macrorregião composta por 34 municípios e tem a capacidade de realizar cerca de 500 exames mensais. O objetivo é diminuir o tempo entre a suspeita de doenças, a confirmação dos diagnósticos e a definição dos tratamentos, um problema recorrente para os usuários da rede pública. A iniciativa busca levar serviços de saúde de maior complexidade para fora da capital, diminuindo a concentração de atendimentos em poucos centros e facilitando o acesso ao atendimento especializado para os moradores do interior.
Riedel destacou a importância desse investimento em infraestrutura hospitalar para garantir um acesso efetivo à saúde. A presença do aparelho de ressonância magnética No Hospital Regional de Dourados representa um avanço significativo no enfrentamento das dificuldades enfrentadas por milhares de pacientes que dependem do SUS. A tecnologia não é apenas um equipamento, mas se integra à trajetória dos pacientes que, por muito tempo, aguardaram por essa oportunidade.
Embora a ressonância não resolva todos os desafios da rede pública de saúde, Para Adelina, ela representa a abertura de uma porta que permaneceu fechada por muito tempo. Após quatro anos de espera e de mais uma madrugada de viagem, ela finalmente conseguiu realizar o exame, agora com uma resposta a menos para aguardar enquanto continua seu tratamento.




