A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão preventiva de quatro indivíduos envolvidos na Operação Gutenberg, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações voltadas para a venda de livros paradidáticos a prefeituras do Estado. As decisões foram proferidas pelo juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, e publicadas na edição do Diário da Justiça de quarta-feira, 29.
Entre os pedidos de revogação negados está o de Francisco Anízio dos Santos. O juiz rejeitou o pedido de liberdade provisória, argumentando que a manutenção da prisão é essencial para garantir a ordem pública. Giovanni Paroschi Jafar também não obteve sucesso em seu pedido para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar. Além disso, Douglas Henrique de Melo e Paulo Rogério de Melo tiveram seus pedidos de revogação da ordem de prisão igualmente indeferidos.
As decisões estão vinculadas ao processo principal da Operação Gutenberg, que apura fraudes em licitações, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. No total, 17 pessoas foram denunciadas em relação a essa operação, que investiga contratos para fornecimento de livros a municípios do Mato Grosso do Sul.
Com as novas determinações, a Justiça mantém a situação de prisão preventiva dos quatro investigados, enquanto as investigações continuam. Recentemente, a médica Olívia Paroschi Jafar foi liberada após 11 dias presa, devido ao pagamento de fiança fixada em R$ 20 mil. Sua soltura ocorreu no dia 18 de julho e a tornou a quarta investigada a deixar o sistema prisional desde o início da operação.
Além de Olívia, estão envolvidos na investigação Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, Felipe Paroschi Jafar, Rhayane Souza Fanaia, Matheus Oliveira Peixoto, os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, e outros. As investigações prosseguem, com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público analisando documentos e movimentações financeiras para determinar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
A expectativa é que, com o avanço das apurações, novas decisões sobre prisões e medidas cautelares sejam anunciadas nas próximas semanas.






