A contratação de seguro agrícola Em Mato Grosso do Sul apresentou uma redução expressiva nos primeiros cinco meses de 2026, com um índice de queda de 42,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando analisados os dados dos últimos 12 meses, essa diminuição chega a 47,3%, conforme informações da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
Hudson Garcia, economista e diretor de negócios na Agricon Consultoria, destaca a importância do seguro agrícola como uma ferramenta estratégica para a gestão de riscos no setor. Ele enfatiza que a decisão de contratar esse tipo de seguro deve ser parte do planejamento da safra, levando em consideração a capacidade financeira de cada propriedade. Garcia ressalta que o seguro não deve ser visto apenas como um custo, mas como uma forma de proteger o capital investido na lavoura.
"O seguro permite ao produtor transferir parte de um risco que, de outra forma, ficaria totalmente dentro da propriedade. É uma maneira de preservar a capacidade financeira do produtor diante de uma eventual perda. A questão não é somente o custo do seguro, mas sim quanto risco o produtor consegue assumir", explica Hudson.
Uma das modalidades do seguro rural pode oferecer proteção contra perdas causadas por eventos climáticos, dependendo das condições estabelecidas em cada apólice. Essa cobertura pode variar em relação ao custeio, faturamento e produtividade, de acordo com o produto contratado. Além disso, a proteção oferecida pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) também apresentou uma queda, embora esses números não representem a totalidade do mercado agrícola, visto que existem contratações realizadas sem o auxílio federal.
O Valor Bruto da Produção (VBP) no Brasil alcançou aproximadamente R$1,4 trilhão este ano, com as lavouras contribuindo com R$893,3 bilhões e a pecuária somando R$504,8 bilhões. Em Mato Grosso do Sul, a soja se destaca como o principal produto, com um VBP estimado em R$30,69 bilhões, representando mais de um terço da produção agropecuária estadual. Esse resultado reflete um crescimento em relação ao ano anterior, quando o VBP da soja foi estimado em R$26,89 bilhões, um aumento de 14,1%.
Na pecuária, a produção bovina continua a ser um destaque, com um VBP de R$23,27 bilhões em 2026, em comparação a R$21,93 bilhões em 2025, o que corresponde a um crescimento de R$1,34 bilhão, equivalente a 6,1%. Esse panorama revela a importância da agricultura e pecuária no cenário econômico do estado, mesmo diante da redução na adesão ao seguro agrícola.





