Radares de Trânsito Retornam a Campo Grande Após Contrato Conturbado

Após um período de inatividade que gerou questionamentos sobre a legalidade das multas aplicadas, os radares de trânsito estão sendo reinstalados em Campo Grande, nos mesmos locais onde operavam anteriormente. A Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) confirma o retorno dos equipamentos, que estavam desligados desde 1º de setembro.

A assinatura do contrato com o Consórcio CG Segura, responsável pela troca dos radares, ocorreu em 22 de outubro. No entanto, a Agetran informa que o processo ainda se encontra na fase de reinstalação, sem especificar uma data para o início efetivo da aplicação de multas.

Haverá um período educativo de 15 dias para orientar os motoristas sobre o funcionamento dos radares, mas a data de início dessa etapa também não foi divulgada.

O contrato com o Consórcio CG Segura tem duração de 24 meses e um custo mensal de R$2.093.989,29, representando uma redução de 16% em relação ao contrato anterior. O consórcio é formado pelas empresas Serget Mobilidade Viária, Mobilis Tecnologia, Meng Engenharia Comércio e Indústria e Energy Tecnologia de Automação.

Inicialmente, 212 faixas de trânsito serão monitoradas, com base em estudos que identificaram a necessidade de controle de velocidade e segurança viária. A Agetran não descarta a possibilidade de ampliar o monitoramento, dependendo das demandas do tráfego e dos indicadores de sinistros.

O novo contrato inclui a instalação de 85 câmeras de videomonitoramento, além da gestão de dados, central de monitoramento, sistema de análise de imagens e processamento de registros de infrações.

Desde 2018, a gestão dos radares era realizada pelo Consórcio Cidade Morena, com um valor total de R$54.820.284,75 em aditivos. A ausência dos radares gerou uma perda de arrecadação de aproximadamente R$3 milhões por mês para a Agetran.

Durante o período sem contrato, a aplicação de multas foi questionada, inclusive com uma ação movida para anular cerca de 320 mil infrações. Mesmo após o fim do contrato original, autuações foram publicadas no Diário Oficial, gerando polêmica e uma liminar que suspendia a aplicação de penalidades, posteriormente derrubada.

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