O governo federal implementou novas regras para a importação de mudas, sementes e outros materiais relacionados ao cultivo da gypsophila, popularmente chamada de mosquitinho. As exigências foram divulgadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 13, através de uma portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essas normas não se aplicam à importação da flor já cortada e comercializada, mas sim aos insumos utilizados para a produção de novas plantas.
De acordo com as novas diretrizes, os carregamentos que chegarem ao Brasil devem ser acompanhados de um certificado fitossanitário emitido pelas autoridades do país de origem. Este documento é fundamental para atestar que os materiais estão livres de pragas, vírus, fungos, bactérias e outros organismos que possam representar risco à agricultura nacional. As exigências variam conforme o tipo de produto importado, sendo que mudas e estacas estão sujeitas a uma lista mais abrangente de organismos que devem ser eliminados por meio de inspeções ou análises laboratoriais.
Mesmo com a documentação adequada, as cargas podem ser inspecionadas ao chegarem ao Brasil, podendo ter amostras coletadas para testes adicionais. Os custos dessas análises ficam a cargo do importador. Se for identificada a presença de uma praga considerada quarentenária ou que represente uma ameaça ao país, a carga poderá ser destruída ou devolvida ao seu local de origem. Além disso, o Brasil poderá interromper temporariamente novas importações desse material enquanto realiza uma nova avaliação dos riscos.
A portaria também estabelece um prazo de 180 dias para que as autoridades sanitárias de alguns países, como Israel, Dinamarca, França, Hungria e Países Baixos, se adaptem às novas exigências para a exportação de determinados tipos de gypsophila ao Brasil.






