Luiz Fernando Chaves de Oliveira está sendo julgado nesta sexta-feira (22) pela morte do cadeirante José Roberto de Carvalho, de 59 anos, ocorrida em outubro de 2024, no Conjunto José Abrão, em Campo Grande. O crime, que chocou a comunidade local, envolveu a alegação de legítima defesa por parte do réu, que afirmou ter agido em resposta a uma suposta tentativa de estupro.
Durante seu depoimento, Chaves relatou que já foi vítima de abusos sexuais em diversas ocasiões, o que, segundo ele, teria gerado um gatilho emocional na situação com José Roberto. “Acordei com ele em cima de mim. Não sabia que era ele, imaginei que fosse outra pessoa. Quando percebi quem era, comecei a dar socos na cara dele. Já sofri vários abusos na minha vida, várias tentativas de estupro. Já fui ameaçado com arma, já fui amarrado, são momentos traumatizantes”, declarou o réu.
José Roberto foi encontrado sem vida em sua residência, localizada na Rua Joaquim Lacerda, apresentando sinais de espancamento. As investigações iniciais indicaram que a morte teria ocorrido nas primeiras horas da madrugada. O cadeirante morava com o réu, que atuava como cuidador e dividia as despesas da casa.
A audiência de julgamento ocorre em um momento em que a sociedade debate sobre a violência e os direitos das pessoas com deficiência. A defesa de Chaves tenta convencer o júri de que o réu não tinha intenção de matar, mas agiu em um momento de desespero, enquanto a acusação busca demonstrar a gravidade da agressão que resultou na morte de José Roberto.
Este caso levanta questões sobre a saúde mental e os traumas enfrentados por pessoas que passaram por experiências de violência, além de discutir a responsabilidade de quem comete atos violentos, mesmo em situações que alegam legítima defesa. O desfecho do julgamento ainda é aguardado e pode trazer desdobramentos significativos para a comunidade local e para os envolvidos.






