O Partido Novo confirmou, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República nas eleições de 2026 durante convenção nacional realizada em Brasília. Essa decisão representa a entrada oficial do partido na disputa pelo Palácio do Planalto, consolidando Zema como o nome escolhido para representar a legenda na corrida presidencial. Contudo, a chapa ainda está incompleta, uma vez que a definição do candidato a vice-presidente não foi anunciada.
No último sábado (25), Zema expressou a intenção de convidar Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, para compor a chapa, embora tenha salientado que essa decisão dependerá de conversas futuras. Em seu discurso inaugural como candidato oficial, Zema abordou a questão da segurança pública, defendendo uma abordagem mais rigorosa no combate às facções criminosas. Ele comentou a recente classificação de organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como grupos terroristas pelos Estados Unidos, afirmando que o Brasil deveria ter tomado essa medida anteriormente.
O candidato, que já foi governador de Minas Gerais e é empresário, prometeu enquadrar facções criminosas como grupos terroristas, além de planejar a construção de um presídio de segurança máxima em uma área remota da Amazônia, onde líderes dessas organizações seriam mantidos presos por longos períodos. Romeu Zema, que é filiado ao Partido Novo desde 2018, ingressou na política ao vencer a eleição para o governo de Minas Gerais no segundo turno, derrotando candidatos de partidos tradicionais.
Durante seus dois mandatos à frente do governo mineiro, Zema implementou uma gestão pautada na austeridade fiscal, na redução do tamanho do Estado e em práticas inspiradas no setor privado. Ele adotou medidas que visavam o equilíbrio das contas públicas, como cortes de despesas, privatizações e a diminuição da estrutura governamental. O ex-governador almeja se posicionar como um candidato alinhado a pautas liberais em um cenário de polarização política, especialmente entre Luiz Inácio Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entre as propostas de Zema, destacam-se a redução dos gastos públicos, a defesa de privatizações, reformas estruturais e o combate aos supersalários no serviço público. Além disso, ele já manifestou apoio à privatização da Petrobras. Na esfera institucional, o candidato tem criticado o funcionamento do Supremo Tribunal Federal, propondo mudanças como o fim das decisões monocráticas e revisões nas diretrizes para a indicação e responsabilização dos ministros.
Com a oficialização da candidatura, o Partido Novo se junta à disputa presidencial de 2026, que já conta com nomes como Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), todos já com convenções partidárias realizadas.





