Rota Bioceânica promete impulsionar turismo em Mato Grosso do Sul

A implementação da Rota Bioceânica, que abrange uma extensão de 3.250 km de rodovias ligando os oceanos Pacífico e Atlântico, deverá trazer um incremento significativo para o setor de turismo em Mato Grosso do Sul. A expectativa é que, no primeiro ano após a inauguração da rota, o turismo registre um crescimento de pelo menos 30%. A encarregada de dados da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva, afirma que o setor deverá ser o primeiro a se beneficiar do corredor, podendo alcançar um aumento de até 70% no segundo ano de operação.

Para Danniele, a exploração e utilização da Rota Bioceânica deve levar cerca de dez anos, com um avanço gradual nas relações comerciais. Além do turismo, a celulose, a soja e três tipos de proteínas (carne, frango e peixe) foram destacados como eixos importantes no novo ESTUDO que busca diagnosticar a capacidade comercial dos integrantes do Fórum dos Territórios Subnacionais, que inclui governos estaduais do Brasil, Chile, Argentina e Paraguai.

O relatório, programado para ser divulgado até dezembro, deverá identificar os DESAFIOS e as soluções para promover as relações comerciais entre os países da América do Sul, utilizando a rota como um ponto estratégico. Atualmente, 70% das exportações de Mato Grosso do Sul têm como destino a China, enquanto apenas 15% são direcionadas à América Latina. Para Danniele, isso representa uma oportunidade para diversificar a economia local.

O novo levantamento, que é o terceiro conduzido pelo Fórum com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), busca auxiliar os governos na tomada de decisões. As iniciativas anteriores envolveram a consulta a 400 empresas e 150 órgãos governamentais dos quatro países, com o objetivo de chegar a soluções consensuais que respeitem as questões alfandegárias e as OBRAS de infraestrutura necessárias até 2027.

A redução do tempo de tramitação nas aduanas, que pode chegar a até 17 dias, é uma das metas propostas, mas para que isso ocorra, as legislações dos países envolvidos precisam ser aceleradas e não dificultarem o acesso às importações e exportações, que ocorrem em ambas as direções. A secretária ressalta a importância de atualizar programas de desenvolvimento e harmonizar legislações que facilitem o tráfego de veículos de carga, além de atender às demandas trabalhistas, de segurança e assistência a turistas.

Outro ponto destacado é a construção da PONTE que liga Porto Murinho à cidade paraguaia de Carmelo Peralta, com previsão de conclusão para o final de maio. A partir dessa união entre as duas margens do Rio Paraguai, testes serão realizados até agosto. As OBRAS são executadas pelo governo paraguaio com recursos da Itaipu Binacional, enquanto o acesso pelo lado brasileiro está sob a responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte Terrestre), com término previsto para o final deste ano.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest