São Bernardo: Mulher Morre Após Intoxicação por Metanol; Cidade Alerta Para Novos Casos

Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, faleceu em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, após internação por suspeita de contaminação por metanol. Exames confirmaram a intoxicação, decorrente da ingestão de bebida alcoólica adulterada. Este é o primeiro óbito confirmado por essa causa na cidade.

A prefeitura havia informado o agravamento do estado de saúde de Bruna na última sexta-feira, com avaliação médica para abertura do protocolo de morte cerebral. A Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo confirmou o óbito após adoção de cuidados paliativos, medida tomada em conjunto com a família da paciente.

Até esta segunda-feira, a Vigilância Epidemiológica de São Bernardo registrou 78 notificações de suspeita de contaminação por metanol, resultando em seis mortes e 72 pacientes atendidos em hospitais e serviços de urgência, tanto públicos quanto privados, da cidade.

Do total de óbitos, cinco homens e Bruna Araújo, tiveram amostras coletadas para análise. Até o momento, apenas o caso de Bruna teve a contaminação por metanol confirmada. O Instituto Médico Legal (IML) está conduzindo os exames nos demais casos para confirmar ou descartar a contaminação.

O Ministério da Saúde divulgou que o país contabiliza 17 casos confirmados de intoxicação por metanol e 200 ocorrências sob investigação. A maior parte das notificações concentra-se no estado de São Paulo, com 15 casos positivos e 164 em investigação.

O balanço nacional aponta 14 mortes, com duas delas confirmadas por intoxicação por metanol na capital paulista. O óbito de Bruna ainda não consta neste balanço, divulgado antes da confirmação por São Bernardo do Campo.

A prefeitura informa que a Vigilância Epidemiológica mantém contato com famílias das vítimas e pacientes internados para identificar locais de consumo suspeitos. Quatro estabelecimentos comerciais e lotes de bebidas foram interditados na cidade até o momento. A Polícia Civil apreendeu garrafas nos estabelecimentos e a Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente (DICMA) investiga o caso.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest