A senadora Tereza Cristina, do PP, abordou, em evento realizado em Campo Grande, a necessidade de união entre os representantes da direita brasileira a menos de cinco meses das eleições. Com a crise envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, surgem novas discussões sobre possíveis alternativas para a corrida presidencial de 2026. Tereza afirmou que o campo conservador deve se unir para derrotar o ex-presidente Lula e o PT, independentemente de quem venha a ser o candidato escolhido.
Durante o lançamento do mutirão de cirurgias Vira CG Saúde, a senadora não descartou a possibilidade de ser uma das opções para o pleito, embora reconheça que outros nomes estão sendo mais discutidos. "A direita precisa ter um nome que vença o seu opositor, que é o presidente Lula e o PT. Então, se é o nome do Flávio [Bolsonaro], do [Romeu] Zema, do [Ronaldo] Caiado, ou até o meu, ou de outros que possam surgir", destacou Tereza Cristina.
Apesar de sua disposição, Tereza Cristina ressaltou que não se vê como uma protagonista nessa disputa. "Meu nome não está na roda. Falam no meu nome, eu fico muito honrada com isso, mas ninguém é candidato de si mesmo. Isso até me envaidece, ter o meu nome lembrado pela direita brasileira. Mas ainda tem muita água para correr debaixo da ponte", comentou a senadora.
O evento contou com o apoio do senador Nelson Trad Filho, do PSD, que defendeu publicamente o nome de Tereza como uma alternativa viável dentro da direita nacional. Ele destacou o prestígio e o reconhecimento que a senadora possui em nível nacional, brincando que, se certos fatores forem considerados, ela poderia até ser uma candidata à Presidência da República.
A declaração de Tereza Cristina surge em um contexto de desgaste político, exacerbado pela divulgação de mensagens que indicam possíveis irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro, que podem ter causado prejuízos significativos ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O Banco Central, em resposta a essa situação, determinou a liquidação do Banco Master.
Mesmo diante desse cenário conturbado, Tereza Cristina optou por não criticar Flávio Bolsonaro diretamente, enfatizando a importância da unidade da direita em torno de um projeto comum. "O Flávio está aí, é candidato, e acho que ele já se explicou e talvez precise falar um pouco mais sobre esse assunto. Se estivermos unidos, temos alguma chance. Se estivermos divididos, aí não temos chances", concluiu a senadora.






