Uma reviravolta no cenário político de Mato Grosso do Sul está em curso com a iminente filiação de 18 prefeitos ao Partido Liberal (PL), liderada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja. A mudança, resultado de negociações iniciadas em 2024, promete remodelar o mapa de poder no estado e influenciar as eleições de 2026.
Um documento sigiloso da Casa Civil revela a estratégia por trás dessa movimentação, que visa fortalecer o PL, partido alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e consolidar uma base territorial para futuras disputas. Além dos 18 prefeitos que migrarão para o PL, outros quatro se juntarão ao Partido Progressista (PP), enquanto 22 permanecerão no PSDB.
Com a nova configuração, PL, PP e PSDB concentrarão o comando de 67 das 79 prefeituras do estado, representando um eleitorado superior a 1,7 milhão de pessoas. O PP, com 22 prefeitos, detém o controle sobre quase um milhão de eleitores, embora a aprovação da prefeita da capital, Campo Grande, seja um fator de vulnerabilidade.
O PSDB, também com 22 prefeituras, mantém forte presença em cidades-polo do interior, incluindo Dourados, o segundo maior colégio eleitoral do estado. Essa capilaridade confere ao partido um papel estratégico nas próximas eleições. Já o PL, com 23 prefeituras, focará em cidades menores para construir uma base sólida.
Os prefeitos que se filiarão ao PL são de Alcinopólis, Anastácio, Bonito, Caracol, Fátima do Sul, Itaquiraí, Ivinhema, Jaraguari, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Rio Negro, Rochedo, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
Enquanto isso, os prefeitos de Água Clara, Angélica, Aquidauana, Bataguassu, Batayporã, Brasilândia, Deodápolis, Dourados, Figueirão, Iguatemi, Japorã, Jateí, Ladário, Miranda, Nova Andradina, Paranaíba, Paranhos, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Terenos permanecerão no PSDB.
Quatro prefeitos tucanos migraram para o PP: os prefeitos de Três Lagoas, Antônio João, Porto Murtinho e Juti.
A filiação dos novos prefeitos, inicialmente marcada para 12 de setembro, foi adiada para o dia 21. A mudança ocorreu após críticas sobre a coincidência da data com o julgamento de Jair Bolsonaro.






